Decisão preventiva ocorre depois de 42 reações graves e 2 óbitos em investigação; 500 mil doses já tinham sido aplicadas
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão preventiva da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida vale desde segunda-feira, 08, e foi tomada após o registro de dois óbitos suspeitos e 42 notificações de reações adversas graves que podem estar relacionadas à imunização.
A decisão foi divulgada em coletiva com participação da Anvisa e de representantes do Instituto Butantan. Todos os casos seguem em investigação e, até agora, não há confirmação de vínculo direto entre a vacina e os eventos registrados.
Cerca de 500 mil pessoas já tinham recebido a vacina desde o início da campanha. A estratégia inicial de vacinação priorizou profissionais da área da saúde.
O imunizante do Butantan é apontado como a primeira vacina contra a dengue aplicada em dose única e também a primeira produzida integralmente no Brasil.
Segundo o governo federal, a suspensão é preventiva. O objetivo é garantir segurança enquanto os eventos adversos são investigados. A Anvisa e o Ministério da Saúde não descartaram relação com a vacina, mas também não confirmaram.
A aplicação está parada até conclusão das investigações. A suspensão vale apenas para o imunizante do Butantan. A Qdenga, da Takeda, segue no calendário do SUS para o público de 10 a 14 anos.
O Ministério da Saúde reforçou que notificações de eventos adversos fazem parte do monitoramento de rotina de qualquer vacina e que a suspensão mostra que o sistema de vigilância está funcionando.
Quem já tomou a vacina deve ficar atento a sintomas como febre alta, dor intensa, manchas vermelhas ou sangramento. Em caso de reação, a orientação é procurar atendimento médico e relatar que tomou a vacina.
Dúvidas sobre reações vacinais podem ser tiradas no posto de saúde mais próximo ou pelo Disque Saúde 136.


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