Barro Preto: Cerca de 80 moradores do município conquistam título de regularização por meio da Corregedoria Geral do TJBA


Uma espera de quase 60 anos. Assim foi a vida de Luzia Rodrigues de Santana que nasceu e foi criada na casa onde mora, mas que apenas na noite de terça-feira (22) pôde chamar o lugar de seu. A conquista se deu por conta da entrega de títulos de Regularização Fundiária (Reurb), promovida pela Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA/CGJ) no município de Barro Preto, localizado a 425 km de Salvador. A iniciativa, que conta com o apoio do Presidente do TJBA, Desembargador Nilson Soares Castelo Branco, tem à frente o Corregedor-Geral, Desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano. Foram cerca de 80 títulos entregues e além de Luzia, seu Pedro de Oliveira, dona Marialva Santos e seu Raimundo de Paula, também comemoraram a vitória.
As lágrimas não foram contidas por seu Pedro, de 84 anos, que há 40 reside no mesmo local. “Eu não sei nem lhe dizer a felicidade que sinto. Nunca pensamos em ter uma casa própria e agora conquistamos isso”, compartilhou o aposentado.
Ao lado seu lado estava Alcebiade de Oliveira, seu irmão, de 83 anos, que dividia da mesma alegria, já que também recebeu o título de propriedade. “Agora posso deixar a casa para os meus filhos”, disse.
A noite foi de alegria não só para quem passou a ser dono da casa, mas para os demais moradores, que se mobilizaram em torno do Ginásio de Esportes Ocilênio Azevedo e, por meio de fogos de artifício, evidenciaram a alegria que sentiam por ver Barro Preto começar o processo de regularização, uma garantia de todo cidadão.
“Entregamos a espera de uma vida inteira. Muitas nasceram naquele lugar e não tem nenhuma segurança efetiva de que o imóvel é seu. Ver esse sonho concretizado significa dizer que estão seguros. A partir de hoje, podem dizer que a propriedade é sua e só sairá dali se quiser”, frisou o Corregedor-Geral do TJBA, Desembargador Rotondan.
Por meio da Reurb, é entregue ao cidadão um título formal de propriedade e isso “aumenta a segurança dos moradores, estimula melhorias na estrutura da moraria, além da repercussão econômica, já que o proprietário pode negociar junto aos bancos e fazer empréstimos”, destacou Basílio Vieira, Delegatário do Cartório de Registro de Imóveis de Barro Preto.
“Essa noite é um marco para a história do município”, salientou o Prefeito de Barro Preto, Juraci Dias, frisando, ainda, a importância com a CGJ para a promoção da entrega das escrituras dos imóveis para os moradores das ruas: Deputado Paulo Nunes, Cândido Lima, José Almeida Bonfim, Dom Pedro I e Ladislau Carvalho.
Felicidade é a palavra do dia para a Juíza Auxiliar da CGJ Indira Meireles. “Faço um balanço muito positivo desse trabalho. As entregas são realizadas inclusive em municípios pequenos, que superam todas as dificuldades para realizar sonho dos moradores”, pontuou. Mais de 3 mil títulos já foram entregues pela CGJ, apenas em 2023, por do Núcleo de Regularização Fundiária (Nuref).
“A casa que resido era da minha vó, fui criada lá, assim como minha filha e hoje é o meu neto. Esse título me dá segurança”, contou Luzia Rodrigues.
Além dela, os demais moradores de Barro Preto agraciados com a escritura da casa agora podem chamar o lar de seu!
É importante destacar que a Regularização Fundiária é o conjunto de medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais que visam à correção de seus registros informais e à titulação de seus ocupantes, de modo a garantir o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais da propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
Além dos já citados, compuseram a me
sa de honra da cerimônia em Barro Preto o Procurador-Geral do Município de Barro Preto, Klaus Farias, e o Secretário Municipal de Administração, Eduardo Libarino.



Barro Preto: Município recebe Ronda Maria da Penha em alusão ao agosto Lilás


O mês de agosto é dedicado ao enfrentamento a violência contra a mulher. Nesse objetivo, a Secretaria de Educação através da Secretaria de Assistência Social, CRAS e a Escola Domingos Chaves, receberam na tarde desta quarta-feira (23/08) o 15º Batalhão de polícia Militar da Bahia Ronda Maria da Penha de Itabuna. A Palestra foi ministrada pela Policial Rosângela. Conscientizar sobre o fim da violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial contra à mulher, foram um dos temas abordados na roda de conversa.
Para a secretária de Assistência Social Lia Farias Essas ações são de suma importancia nas escolas "Devemos lembrar que a Lei Maria da Penha não prevê apenas as penalidades ao agressor, mas prevê principalmente as formas de proteções para todos os tipos de violências, principalmente recuperar a autoestima das mulheres violadas, afirmando que a proteção às mulheres é responsabilidade do Estado, sociedade civil e familiares”, disse a secretária.
A ação segue até dia 31 de Agosto, com mais uma visita do 15º Batalhão de polícia Militar da Bahia Ronda Maria da Penha de Itabuna.
O Prefeito Juaraci da Saúde, falou sobre a importância de debater o tema com a comunidade escolar. “A parceria com a Ronda Maria da Penha é de extrema importância. Além de alcançar os docentes de nossa rede, o foco também passar a ser os alunos. Levar conhecimento sobre os tipos de violências contra a mulher para nossas meninas e meninos tem o peso da relevância de multiplicar esse conhecimento entre seus familiares e amigos e, como consequência, salvar vidas".
Os dados evidenciam que a violência afeta mulheres de todas as classes sociais, idades, nível de escolaridade, raça e religiões. Pode ocorrer em casa, entre pessoas da família ou entre pessoas que mantêm relações íntimas de afeto, mesmo sem a convivência sob o mesmo teto. O agressor é, geralmente, o marido, namorado ou ainda o pai, irmão, tio, avô. Mas a violência também pode vir de outra mulher, como a mãe, sogra ou cunhada.

Amurc: prefeituras vão fazer paralisação contra crise financeira


Na manhã desta quarta-feira foi realizada uma reunião na Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste (AMURC), e por unanimidade ficou definido que as prefeituras vão realizar paralisação no próximo dia 30 até o dia cinco de setembro.
Também ficou definido que o salário poderá ser pago no quinto dia útil de setembro, mas isso ficou a critério de cada prefeito.
O objetivo é chamar a atenção para as dificuldades financeiras enfrentadas com a oscilação no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e previsão de queda para o mês de agosto. As atividades administrativas vão ser suspensas como protesto e sensibilização, sendo mantidos os serviços essenciais, como saúde e limpeza urbana.

Tiro que matou Hyara foi disparado acidentalmente por cunhado de 09 anos, conclui inquérito da Polícia Civil


A Polícia Civil (PC) da Bahia finalizou o inquérito policial sobre a morte da adolescente Hyara Flor Santos Alves, que aconteceu em julho deste ano. O caso foi concluído e encaminhado para a Justiça, na quinta-feira (10). O anúncio foi feito nesta sexta-feira (11) pela PC.
De acordo com a investigação do caso, o tiro que matou a adolescente foi disparado pelo cunhado da adolescente, de nove anos, quando a criança e Hyara brincavam com a arma no quarto dela. Essa versão já havia sido apontada pelos familiares do companheiro e do cunhado de Hyara, mas era rechaçada pela família da garota.
Ainda segundo a Polícia Civil foram analisados laudos periciais, e 16 pessoas foram ouvidas, entre elas, duas crianças que prestaram depoimento especial com a presença de promotor de Justiça da Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público da Bahia.
Também foram analisadas imagens de câmera de vigilância do endereço do fato, documentos e mensagens de celular e redes sociais, além de apurações em campo. A sogra de Hyara Flor foi indiciada por homicídio culposo e porte ilegal de arma de fogo, considerando que a pistola utilizada no crime pertencia a ela.
Além disso, um tio de Hyara foi indiciado por disparo de arma de fogo, referente a tiros deflagrados contra a residência do casal de adolescentes.
O adolescente, ex-companheiro da vítima, apreendido no Espírito Santo, foi ouvido por meio de vídeo conferência pela juíza da comarca de Guaratinga. De acordo com a Polícia Civil, a permanência na internação socioeducativa será definida pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.