Região: Em seis meses, cesta básica tem alta acima de 15% em Ilhéus e Itabuna


A inflação da cesta básica acelerou em Ilhéus e Itabuna nos últimos seis meses e ampliou a pressão sobre o orçamento das famílias. Em Itabuna, o custo dos alimentos essenciais acumulou alta de 18,50% entre outubro de 2025 e abril deste ano. Na vizinha Ilhéus, o avanço chegou a 15,86% no mesmo período. Os dados são do Boletim de Acompanhamento do Custo da Cesta Básica, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
Em Itabuna, a cesta básica passou a custar R$ 648,57 em abril após aumento mensal de 5,84%. O tomate acumulou alta de 170,93% no semestre. O feijão subiu 29,87% e a carne bovina avançou 10,76%. O arroz foi o item com maior queda no período, com recuo de 13,05%.
A carne bovina representou 40,32% do custo total da cesta em Itabuna. O tomate respondeu por 19,95%, enquanto o pão alcançou 17,01%. Para comprar os 12 itens básicos, o trabalhador precisou dedicar 96h e 37 minutos de trabalho em abril.
Em Ilhéus, a cesta básica atingiu R$ 641,82 após alta de 3,38% em abril. O tomate acumulou aumento de 114,48% nos últimos seis meses. O feijão teve alta de 34,53%, enquanto a banana avançou 25%. O arroz também apresentou a maior redução na cidade, com queda de 10,56% no semestre.
A carne bovina também concentrou o maior peso da cesta em Ilhéus e respondeu por 39,20% do valor total. O pão representou 15,24%, seguido pelo leite, com 11,11%. O trabalhador ilheense precisou gastar 94h e 10 minutos de trabalho para comprar os alimentos básicos.
ACIMA DO IPCA-15
Os aumentos registrados nas duas cidades superaram os índices oficiais de inflação. Em abril, o IPCA-15 nacional ficou em 0,89%, enquanto a Região Metropolitana de Salvador registrou 1,19%. Em Itabuna, a alta mensal da cesta chegou a 5,84%. Em Ilhéus, atingiu 3,38%.
O boletim também mostrou que a cesta básica já consome 43,25% do salário mínimo líquido em Itabuna e 42,80% em Ilhéus. O cálculo considera o salário mínimo de R$ 1.621, com desconto previdenciário de 7,5%.
A pesquisa aponta continuidade da pressão nos próximos meses. As projeções indicam tendência de alta para produtos como carne, pão, leite e manteiga até julho.

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