Um restaurante de pequeno porte localizado em Itacaré, no sul da Bahia, foi apontado pela Polícia Federal como parte de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas no Espírito Santo. A informação veio à tona durante a Operação Clean, deflagrada nesta quinta-feira (11), que resultou na prisão de 13 pessoas suspeitas de integrar a organização criminosa.
Entre os presos está o homem identificado como administrador do estabelecimento. Segundo a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (FICCO/ES), ele ocupava posição estratégica dentro do grupo, sendo responsável pela distribuição de entorpecentes, especialmente haxixe, além de concentrar parte expressiva dos lucros obtidos com a atividade ilícita.
As investigações apontam que o restaurante era utilizado para dar aparência legal aos recursos provenientes do tráfico. De acordo com os investigadores, o dinheiro movimentado pela organização financiava um estilo de vida de alto padrão mantido pelo suspeito na cidade turística de Itacaré.
A apuração teve início em julho de 2025, após a apreensão de R$ 300 mil em espécie com um gari na cidade de Vitória (ES). A partir desse episódio, as autoridades conseguiram identificar a estrutura da quadrilha e rastrear a movimentação financeira dos envolvidos.
Conforme estimativa da força-tarefa, a organização criminosa movimentou aproximadamente R$ 4,2 milhões em apenas sete meses, valor que teria origem na comercialização de drogas em território capixaba.


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